Agentes de IA e unificação de plataformas estão entre as tendências apresentadas na RSAC Conference 2026

CEO da Trust Control, Alberto Jorge, esteve ao lado de líderes globais, especialistas e empresas para debater o futuro da segurança digital

Em um cenário global de ataques cada vez mais complexos, os grandes fabricantes estão focando em soluções e plataformas integradas, com foco em agentes de IA e segurança de identidades. Essas foram as tendências apresentadas na RSAC Conference 2026, realizada em San Francisco, nos Estados Unidos. Um dos maiores e mais relevantes eventos de cibersegurança do mundo, o encontro teve a participação do CEO da Trust Control, Alberto Jorge, que esteve ao lado de líderes globais, especialistas e empresas para debater o futuro da segurança digital. “O mercado atingiu um outro nível de imaturidade, e o que me chamou a atenção nesta edição do evento foi a forte consolidação de tecnologias, com grandes fabricantes globais focando pesadamente na integração de ecossistemas e plataformas. Também houve grande foco em inteligência artificial, que dominou quase todas as discussões e estandes, com a utilização muito frequente de agentes de IA”, analisa Alberto Jorge.

O CEO da Trust Control já participou de outras edições da RSAC Conference, mas conta que neste ano um dos aspectos que mais lhe chamaram a atenção foi o grande investimento das empresas globais em Identity First Security, ou seja, a segurança focada em identidade. “Hoje, nos Estados Unidos, esse conceito está em um nível de maturidade completamente diferente. As arquiteturas de Zero Trust lá já ultrapassaram a fase de conceito, já estão sendo orquestradas de forma ativa e integrada”, observa. “No Brasil, a gente ainda está trabalhando ainda de forma muito inicial. Esse foi um ponto chave que eu vi. Outro aspecto foi a automação, como é que o SOC (Security Operations Center ou Centro de Operações de Segurança) moderno automatiza a resposta e agiliza a investigação”, destaca Alberto Jorge.

Inteligência artificial
A utilização da inteligência artificial nas soluções de cibersegurança está consolidada, mas Alberto Jorge aponta que durante a RSAC Conference 2026 observou inovações por parte das fornecedoras globais. “A IA generativa continua muito falada, mas, agora, principalmente, as empresas estão investindo em ter agentes de IA que tomam decisões sozinhos. Por um lado, isso traz vantagens, porque automatiza certas ações, mas, por outro lado, podem expor a empresa e os negócios”, pondera o especialista em cibersegurança.

Como grande aprendizado, Alberto Jorge ressalta que percebeu a necessidade de as empresas investirem assertivamente em cibersegurança, diante da complexidade dos ataques. “As tentativas de invasão hoje estão muito avançadas, tentar defender apenas o perímetro de segurança não tem mais sentido – principalmente com equipes reduzidas, que é a realidade da maioria das companhias. Por isso, é preciso atuar em duas frentes: o Manager Security Services (MSS), que faz o serviço gerenciado, no qual as empresas não precisam entender de segurança, mas terceirizam quem entrega esse serviço; e o investimento no SOC, que faz a parte de resposta a incidentes e monitoramento de ameaças, para que as empresas possam focar nos seus negócios. Esse será o caminho a seguir, daqui em diante”, finaliza o CEO da Trust Control.

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